
Para a maioria das viagens, de até umas quatro semanas, com um país ou com dez, o eSIM de viagem ganha: você instala antes de voar, mantém o seu número para os códigos do banco e cruza fronteiras sem mexer em nada. Um mês ou mais num só país? O chip local sai mais barato por GB. Dois ou três dias? Roaming, a US$ 10 a 15 por dia.
Há três formas de se conectar no exterior, e a “melhor” depende mesmo de quanto dura a sua viagem, de quantos países você visita e de se você precisa do seu número de casa. Aqui está a análise honesta, incluindo os casos em que um eSIM não é a opção certa.
| eSIM de viagem | SIM local | Roaming de casa | |
|---|---|---|---|
| Configuração | Antes de voar, no app | Numa loja ao chegar | Ativar um interruptor |
| Manter o seu número | Sim | Não (troca de SIM) | Sim |
| Vários países | Um plano, muitos países | SIM novo por país | Sim (o mais caro) |
| Custo típico | Só dados, médio | O mais barato por GB | ~US$ 10-15 / dia |
| Melhor para | A maioria das viagens | Estadias longas em um país | Viagens de 1-2 dias |
Ativar o roaming da sua própria operadora é de longe a opção mais cara (muitas vezes US$ 10-15 por dia), mas não exige esforço e mantém o seu número ativo para chamadas e SMS. Só vale a pena para viagens bem curtas, ou quando a sua empresa paga e a comodidade está acima de tudo. Antes de pagar essa diária por duas semanas nos Estados Unidos, compare a alternativa com o seu consumo real: o nosso guia de dados nos Estados Unidos calcula quantos gigas uma road trip consome, áreas sem sinal dos parques nacionais incluídas.
Comprar um SIM no seu destino costuma ser o preço por GB mais barato para uma estadia longa em um país. Os trade-offs: você tira o seu SIM de casa (então perde o seu número para os códigos por SMS, a menos que tenha dual SIM), precisa encontrar uma loja e muitas vezes mostrar o seu passaporte, e ele se encaixa mal se você fica pulando fronteiras. No Quênia, por exemplo, esse registro com passaporte é exigência legal, e o nosso guia de cobertura no Quênia mostra até onde as redes locais chegam de verdade, de Nairóbi ao Masai Mara.
Um eSIM é um perfil digital que você instala antes de sair. Ele está no ponto certo para a maioria dos viajantes:
Use esta regra prática:
Para a imensa maioria das férias e das viagens de trabalho, o eSIM ganha em todos os eixos, exceto no preço puro em estadias bem longas em um único país, e é a única opção que você pode configurar do sofá.
Os eSIMs de viagem são só de dados, e para a maioria dos viajantes isso é tudo o que eles precisam. WhatsApp, FaceTime, Telegram e Signal cuidam de chamadas e mensagens por dados. Mantenha o seu SIM de casa ativo ao lado do eSIM (com o roaming próprio dele desativado) e você vai seguir recebendo os códigos de uso único do banco e algum SMS ocasional no seu número normal, de graça. O que um eSIM só de dados significa para chamadas, SMS e o seu número detalha cada caso, inclusive o que acontece quando alguém liga para o seu número de sempre enquanto você está fora.
Você precisa de um celular compatível com eSIM e desbloqueado: iPhone XS / XR ou mais novo, Google Pixel 3 em diante e a maioria dos carros-chefe recentes do Samsung Galaxy. Procure uma opção “Adicionar eSIM” nas configurações, ou disque *#06# e verifique se há um número EID. Se o seu celular estiver bloqueado por operadora, peça ao seu provedor para desbloqueá-lo antes de viajar. É novo nisso tudo? O nosso guia de configuração passo a passo percorre a instalação nas duas plataformas.
Na dúvida sobre onde comprar? Balcão de SIM do aeroporto vs eSIM pesa a fila do saguão de desembarque contra escanear antes de pousar, e eSIM vs Wi-Fi de bolso cobre a opção do roteador alugado.
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