
Escolha um caminho e coloque no papel. O roaming no plano da empresa é prático, mas difícil de controlar fora da UE. Chips locais são baratos, mas custam tempo e recibos. Já os eSIMs gerenciados, comprados e enviados antes da viagem, dão controle e uma única fatura. Uma política curta de dados de viagem mantém todo mundo na mesma rota.
Internet no exterior é um daqueles custos que não têm dono. O RH reserva a viagem, o financeiro paga a conta, a TI cuida dos celulares, e quem viaja só quer que o Maps funcione na hora do pouso. O resultado costuma ser uma mistura: uns usam roaming, outros compram chip, outros vivem do Wi-Fi do hotel, e a fatura conta a história semanas depois.
Este guia é para quem cuida do escritório, das viagens ou de um time e precisa colocar ordem nisso. Ele compara as três formas de deixar as pessoas conectadas, mostra por onde o dinheiro escapa e termina com uma política curta e um plano de implantação em uma semana.
| Roaming no plano da empresa | Chips locais via reembolso | eSIMs gerenciados | |
|---|---|---|---|
| Configuração | Nenhuma | Cada viajante, a cada chegada | Uma vez, depois alguns cliques por viagem |
| Controle de custos | Limites e passes diários definidos pela operadora | Nenhum antes do recibo | Pacote escolhido antes da viagem |
| Visibilidade | A conta do mês seguinte | Pedidos de reembolso | Consumo por pessoa e por país |
| Esforço de quem viaja | Nenhum | Fila, passaporte e às vezes cadastro | Um toque antes da decolagem |
| Ideal para | Viagens curtas dentro da UE | Estadias longas em um só país | Equipes que viajam com frequência para muitos países |
A maioria das empresas acaba combinando as três. Uma divisão simples que funciona: roaming para viagens curtas dentro da UE, onde valem as regras de roaming como em casa, e eSIMs gerenciados para todo o resto.
Planos mudam, e uma boa estrutura deixa você reagir da sua mesa. Com eSIMs gerenciados, um admin pode pausar um eSIM com um clique e retomá-lo quando a viagem voltar a acontecer. Um eSIM que ninguém instalou ainda pode ser retirado, e os dias do pacote só começam a contar na primeira conexão no destino, então uma viagem adiada não consome o pacote.
Se alguém ficar sem dados no meio da viagem, adicione dados ao mesmo eSIM pelo painel. Quem viaja continua com o eSIM que já tem, sem código QR novo e sem reinstalar nada.
Vídeo e videochamadas definem o total; mapas, e-mail e mensagens quase não pesam. Com base nos nossos próprios números de quantos dados seus apps realmente usam, estes são bons pontos de partida:
| Viagem | O que as pessoas fazem | Ponto de partida |
|---|---|---|
| Dois dias de reuniões | Mapas, e-mail, mensagens e um app de transporte | 1 GB |
| Uma semana no cliente | Tudo isso e mais uma hora por dia de videochamadas nos dados móveis | 5 GB |
| Um mês em um projeto | Chamadas diárias e um pouco de hotspot para o notebook | 15 a 20 GB |
| Uma gravação ou pesquisa de campo | Envio de fotos ou vídeos direto do campo | Calcule pelos arquivos, não pelos dias |
Uma hora de videochamada consome mais ou menos de 0,5 a 1,5 GB, enquanto um dia inteiro de navegação curva a curva fica abaixo de 100 MB. Se o pacote ficar curto, adicionar dados sai mais barato em tempo do que qualquer gambiarra. O nosso guia para checar o uso de dados do seu eSIM mostra a quem viaja como acompanhar o consumo.
Uma política não precisa ser longa. Uma página que responda a estes pontos acaba com a maior parte do vaivém:
Coloque o pedido onde as pessoas já estão. Se quem viaja pode pedir um eSIM pela própria conta e quem aprova vê o pedido ao lado da viagem, ninguém precisa de formulário, troca de e-mails ou lembrete.
Celulares da empresa costumam ser gerenciados pela TI, e isso pode bloquear a instalação. O próprio guia de implementação da Apple lista impedir que os usuários modifiquem os ajustes de eSIM entre os controles que um serviço de gerenciamento de dispositivos pode aplicar, então pergunte à TI antes da primeira viagem, e não no portão de embarque.
§Impedir que usuários modifiquem os ajustes do eSIM no dispositivo.
Dados de consumo são dados pessoais. Um eSIM gerenciado mostra aos admins quem usou quantos dados, em que país e quando. Pelo GDPR, o regulamento europeu de proteção de dados, os funcionários precisam ser informados sobre o que é coletado a respeito deles e por quê, então deixe isso claro na política: o consumo é registrado para gerenciar os dados da empresa, não para monitorar pessoas. Com o Zwitchy for Business, os dados ficam armazenados na UE e são cobertos por um acordo de tratamento de dados.
Por fim, a papelada. Peça faturas com nome, endereço e número fiscal da empresa, reverse charge (autoliquidação) para empresas da UE e um único extrato mensal, para que o financeiro lance uma linha só em vez de uma pilha de recibos.
A ideia é nova para você? Comece por o que é um eSIM corporativo e como ele funciona. Para os ajustes no próprio celular, dual SIM do jeito certo explica qual linha deve fazer o quê.
Depende do destino. Dentro da UE, o roaming no plano da empresa geralmente não custa nada a mais. Fora dela, um eSIM gerenciado comprado antes da viagem costuma ser mais barato e mais fácil de controlar do que passes de roaming ou chips de aeroporto.
Podem, se o celular for compatível com eSIM. Um eSIM corporativo só leva dados e fica ao lado do chip da pessoa, então o número dela continua funcionando. Defina na política o que a empresa paga.
Sim. O eSIM cuida dos dados enquanto o chip de trabalho ou pessoal mantém o número para ligações e SMS. Confira se os dados estão no eSIM e a voz na linha de sempre.
Com um eSIM gerenciado, um admin adiciona dados ao mesmo eSIM pelo painel. Quem viaja não precisa de código QR novo nem reinstalar nada.
Só em celulares gerenciados. O gerenciamento de dispositivos pode impedir que os usuários adicionem um eSIM, então peça à TI para liberar antes da primeira viagem.
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